Craviola: a invenção brasileira que transformou um violão em um ícone

Poucos instrumentos musicais brasileiros podem ser reconhecidos apenas pela silhueta. A Craviola é um deles. Com seu corpo de contornos incomuns, cintura estreita e dois bojos assimétricos, ela parece pertencer simultaneamente a diferentes famílias de instrumentos. É violão, mas não parece um violão convencional. Tem algo de viola, mas também evoca instrumentos antigos. E seu nome já explica parte da intenção: cravo + viola = Craviola.


Criada pela Giannini no final dos anos 1960, a Craviola tornou-se uma das criações mais originais da indústria brasileira de instrumentos musicais. Mais do que um modelo bem-sucedido, ela representa um momento em que a fabricação nacional deixou de simplesmente reproduzir modelos estrangeiros e mostrou que também era capaz de criar uma identidade própria. E essa história começa com um dos personagens mais importantes do violão brasileiro: Paulinho Nogueira.

A Giannini antes da Craviola


Para compreender a importância da Craviola, é preciso voltar algumas décadas. A história da Giannini começa em 1900, quando o imigrante italiano Tranquillo Giannini estabeleceu em São Paulo sua oficina de instrumentos de cordas. A empresa cresceu rapidamente e passou de uma produção artesanal para uma estrutura industrial, acompanhando a própria popularização do violão no Brasil.
Durante a primeira metade do século XX, a Giannini tornou-se uma das grandes referências brasileiras na fabricação de violões, violas, cavaquinhos e outros instrumentos de cordas. 

T. Giannini e sua equipe
Mas a transformação decisiva aconteceria nas décadas de 1950 e 1960. A música brasileira estava mudando. A Bossa Nova havia projetado o violão brasileiro internacionalmente. A Jovem Guarda aproximava o país da guitarra elétrica e do rock. A música popular começava a exigir novos instrumentos e novos timbres. A Giannini acompanhou essa transformação. Na década de 1960, passou a fabricar equipamentos eletrônicos e guitarras elétricas. Surgiram modelos como Gemini, Supersonic e Apollo, enquanto a empresa também desenvolvia amplificadores como o famoso Tremendão. A empresa deixava de ser apenas uma tradicional fábrica de violões. Estava se tornando uma indústria musical.

Tremendão TIII
 

Paulinho Nogueira e uma ideia diferente

Paulinho Nogueira
Foi nesse ambiente que surgiu a Craviola. Em 1969, o violonista e professor Paulinho Nogueira encontrou-se com Giorgio Giannini, então uma das figuras centrais da empresa.

Modas de Craviola
Segundo a própria Giannini, durante uma conversa sobre os modelos de violão existentes, os dois começaram a desenhar formas alternativas para o instrumento — inclusive em guardanapos. Depois de diversos desenhos e da construção dos primeiros protótipos, chegou-se ao formato que daria origem à Craviola. Mas existe uma pequena controvérsia — ou, melhor dizendo, uma nuance importante — sobre a autoria. É comum encontrar a Craviola apresentada simplesmente como uma invenção de Paulinho Nogueira. O próprio Paulinho, entretanto, em depoimento, explicou que levou sua ideia à Giannini, que a empresa acolheu o projeto e que um funcionário chamado Rômulo foi responsável pela construção do instrumento.
A versão institucional atual da Giannini é mais precisa: apresenta a Craviola como
uma ideia conjunta de Giorgio Giannini e Paulinho Nogueira. Portanto, talvez a formulação mais correta seja esta: Paulinho Nogueira foi o idealizador musical e conceitual do instrumento, enquanto a Giannini participou decisivamente de sua engenharia, construção e transformação em produto industrial. Essa distinção é importante porque a Craviola não nasceu apenas de um desenho. Ela nasceu do encontro entre um músico que queria um instrumento diferente e uma empresa que possuía os meios técnicos para construí-lo.

Por que “Craviola”?


Um cravo
Uma viola
O nome também nasceu depois do primeiro protótipo. Paulinho percebeu que aquele instrumento tinha uma sonoridade que lembrava simultaneamente duas coisas muito diferentes: a viola e o cravo. Daí surgiu Craviola. A própria Giannini registra que o primeiro protótipo era um instrumento de 12 cordas e que, nos testes, foram utilizadas cordas que em boa parte eram de viola. Só depois de ouvir o instrumento pronto Paulinho percebeu que o formato produzia uma personalidade sonora própria. É um detalhe fascinante. A forma não foi apenas uma tentativa de tornar o instrumento mais bonito. O formato interferia na resposta acústica e ajudava a criar uma sonoridade particular.

Um desenho que virou som


A Craviola possui uma aparência imediatamente reconhecível. Seu corpo tem uma cintura pronunciada e dois bojos de dimensões diferentes, produzindo uma silhueta que se afasta completamente do tradicional formato de dreadnought ou clássico. Esse desenho não é apenas decorativo. O formato do corpo, seu volume interno, a distribuição das superfícies e a maneira como as cordas excitam o tampo contribuem para a resposta acústica do instrumento.

O resultado procurado era uma sonoridade mais definida e peculiar, articularmente interessante na versão de 12 cordas. As cordas duplicadas produzem naturalmente um efeito de chorus acústico, mas a geometria da Craviola acrescenta ao conjunto uma personalidade que não se confunde completamente com a de um violão tradicional de 12 cordas. É justamente isso que fez com que o instrumento se tornasse reconhecível mesmo quando ouvido dentro de uma gravação.

De Paulinho Nogueira a Jimmy Page


Jimi Page
A história poderia ter permanecido restrita ao Brasil. Não permaneceu. A Craviola ganhou projeção internacional e acabou chegando às mãos de músicos de enorme importância. O exemplo mais famoso talvez seja Jimmy Page. A Craviola de 12 cordas da Giannini foi utilizada por Page no universo do Led Zeppelin. Ela aparece associada particularmente a “Tangerine”, do álbum Led Zeppelin III, lançado em 1970. Também está em "Stairway to Heaven". Page chegou a receber Craviolas da Giannini, incluindo uma de seis cordas e outra de 12 cordas, e o instrumento tornou-se uma das peças curiosas de sua coleção. A imagem de um dos guitarristas mais influentes da história do rock utilizando uma guitarra acústica criada no Brasil ajudou a transformar a Craviola em um objeto de interesse internacional.

O Rappa

E não foi apenas Page. A própria Giannini relaciona ao instrumento nomes como Robert Plant, Andy Summers, Elvis Presley, Tom Petty, Bill Withers, José Feliciano, Luiz Bonfá, Linda Perry, Frejat, Glenn Hughes, Wander Taffo, Lobão, Rodrigo Suricato e músicos ligados ao O Rappa, entre muitos outros.

Luiz Bonfá e a Craviola no Brasil


Luiz Bonfá
No Brasil, a história da Craviola também se cruza com um personagem fundamental da música brasileira: Luiz Bonfá. Bonfá, um dos grandes violonistas ligados à Bossa Nova, levou o instrumento para sua carreira internacional. A própria Giannini registra sua importância na divulgação da Craviola fora do Brasil.
Esse aspecto é particularmente significativo. A Craviola não era simplesmente uma curiosidade industrial. Ela estava sendo incorporada por músicos que possuíam uma linguagem própria e que percebiam naquele instrumento uma possibilidade sonora diferente.

Frejat e a Craviola brasileira

Frejat
Décadas depois, a Craviola continuou encontrando espaço na música popular brasileira. Frejat é um dos músicos associados ao instrumento e aparece entre os artistas apresentados pela própria Giannini. Nesse caso, a Craviola demonstra outra característica importante: ela não ficou confinada à música instrumental ou ao universo acústico. O instrumento passou a integrar o rock brasileiro, mostrando que seu desenho e sua sonoridade podiam sobreviver muito além do contexto musical para o qual havia sido inicialmente imaginado.


Da 12 cordas à 6 cordas


Embora a imagem clássica da Craviola esteja fortemente associada à versão de 12
cordas, a família de instrumentos se expandiu. Foram produzidas versões de seis cordas e outras configurações, além das diferentes gerações e séries fabricadas pela Giannini. Isso é importante porque demonstra que “Craviola” não designa necessariamente um único instrumento. É uma família de instrumentos construída em torno de uma identidade de design e de uma determinada concepção acústica.
A Giannini atualmente oferece uma nova geração de Craviolas, incluindo a CRA36S
CEQ, de seis cordas de aço e 36 polegadas, além da viola Craviola de 36". A
empresa afirma que a atual série voltou a ser totalmente produzida em sua fábrica
brasileira no interior de São Paulo.

E a guitarra Craviola?


A história não parou nos instrumentos acústicos. A Giannini também desenvolveu uma guitarra elétrica Craviola, levando o desenho característico do instrumento para o universo da guitarra. Essa transformação é particularmente interessante porque mostra como uma ideia concebida no final dos anos 1960 conseguiu atravessar diferentes gerações tecnológicas.

A guitarra Craviola não tenta simplesmente reproduzir o som de uma Craviola acústica. Ela utiliza o formato como ponto de partida para outro instrumento.
Houve inclusive versões associadas a músicos específicos, como o modelo
relacionado a Frejat. O guitarrista e produtor Marcos Falcão, por exemplo, utiliza tanto uma Craviola de 12 cordas quanto uma guitarra Craviola modelo Frejat.
Assim, a Craviola deixou de ser apenas um violão de formato incomum.
Tornou-se uma linguagem visual aplicada a diferentes instrumentos.

A fábrica de Salto e uma nova fase


A história da Giannini também acompanha a transformação industrial brasileira.

Vista aérea da fábrica
Na década de 1970, a empresa chegou a operar uma fábrica de cerca de 8.000 m², com aproximadamente mil funcionários, e Giorgio Giannini adquiriu uma grande área em Salto, no interior paulista, pensando na expansão futura. A mudança para Salto consolidou uma nova etapa da empresa. Nas décadas seguintes, a Giannini enfrentou as mesmas pressões que atingiram boa parte da indústria brasileira: abertura às importações, concorrência internacional e transformação do mercado de instrumentos musicais. Ainda assim, a empresa preservou alguns de seus modelos históricos. A Craviola é talvez o exemplo mais emblemático dessa continuidade.

A Craviola no século XXI


Instalações atuais
A retomada da produção nacional é um capítulo importante. Em 2013, a Giannini lançou reedições da Craviola. A partir de 2019, a empresa retomou a produção nacional de Craviolas, começando por uma versão baby de seis cordas e pela viola Craviola de dez cordas. A geração atual incorporou recursos que não existiam no instrumento original: captação eletroacústica, equalização, afinador, tensor moderno, diferentes dimensões e novas configurações.

Mas existe uma curiosidade nessa evolução. A Craviola mudou tecnologicamente sem abandonar sua característica mais importante: a forma. Isso é raro. Em muitos instrumentos, a modernização elimina justamente aquilo que os tornou
reconhecíveis. No caso da Craviola, aconteceu o contrário. O desenho de 1969 continua sendo sua identidade. 

Uma invenção brasileira que não precisou copiar ninguém 


Andy Summers
A história das guitarras e dos violões fabricados no Brasil durante o século XX é frequentemente contada como uma história de adaptação. As empresas nacionais precisavam competir com instrumentos estrangeiros que chegavam ao país como referência de design e tecnologia. A Giannini também produziu instrumentos inspirados em tendências internacionais. Na década de 1960, por exemplo, lançou suas próprias guitarras elétricas enquanto acompanhava a explosão mundial do rock.

Mas a Craviola representa algo diferente. Ela não é uma cópia de Martin, Gibson, Fender ou qualquer outro fabricante estrangeiro. É uma criação que nasceu de uma necessidade brasileira e adquiriu uma identidade própria.

E talvez seja por isso que tenha sobrevivido.

Craviola: instrumento, objeto e patrimônio


Existe ainda uma dimensão que ultrapassa a música. A Craviola é um objeto de design. Sua forma é tão característica que mesmo uma pessoa que não conheça instrumentos musicais consegue reconhecê-la. Ela pertence, portanto, a uma pequena categoria de instrumentos cuja identidade visual se tornou tão importante quanto sua função musical. O exemplo mais famoso no mundo talvez seja a Flying V da Gibson ou a Stratocaster da Fender.

No universo acústico brasileiro, a Craviola ocupa um lugar singular. Ela demonstra que a inovação não precisa necessariamente significar alta tecnologia. Às vezes, a inovação começa com um músico dizendo: “E se o violão tivesse outra forma?”
Foi dessa pergunta, de alguns desenhos, da experiência de um fabricante e de um
protótipo de 12 cordas que nasceu um dos instrumentos mais originais da história da música brasileira.

Mais de meio século depois, a Craviola continua sendo fabricada. Mudaram as madeiras, os processos, a captação, as dimensões e os recursos disponíveis ao músico. Mas aquela silhueta criada em 1969 continua imediatamente reconhecível.
E talvez esse seja o maior legado de Paulinho Nogueira e da Giannini: eles não criaram apenas um novo modelo de violão. Criaram uma forma brasileira de imaginar o instrumento.

GIANNINI: 125 ANOS DE MÚSICA BRASILEIRA

1900 — O começo
O luthier italiano Tranquillo Giannini funda, em São Paulo, a Grande Fábrica de
Instrumentos de Cordas de Tranquillo Giannini – Ao Violão Moderno. A empresa começa produzindo instrumentos acústicos e rapidamente conquista espaço no mercado brasileiro.

Décadas de 1920 e 1930 — Expansão
Com a popularização do violão e a expansão das escolas de música, a Giannini
amplia sua produção e muda suas instalações para acompanhar o crescimento. Na
década de 1930, a empresa começa também a produzir encordoamentos, buscando
reduzir a dependência de produtos importados.

1940 — A fábrica de cordas
A produção de encordoamentos ganha estrutura própria. A verticalização da
fabricação se tornaria uma característica importante da empresa e ajudaria a
consolidar a Giannini como uma indústria de instrumentos musicais, e não apenas
como uma fabricante de violões.

1960–1965 — A chegada da guitarra elétrica
O Brasil entra definitivamente na era da guitarra elétrica e a Giannini acompanha a
transformação. Por volta de 1965, a empresa inicia a produção de eletrônicos e lança o Tremendão, enquanto aparecem guitarras como Gemini, Supersonic e Apollo. É um momento decisivo: a tradicional fabricante de violões começa a ocupar também o território do rock e da música elétrica.

1969 — Nasce a Craviola
O violonista Paulinho Nogueira e Giorgio Giannini desenvolvem a ideia de um
instrumento de formato radicalmente diferente. Segundo a própria Giannini, os dois começaram a desenhar possibilidades de shapes enquanto conversavam durante um lanche. Depois de vários desenhos e protótipos, surgiu a forma definitiva da Craviola. O primeiro protótipo era de 12 cordas. O nome só apareceu depois que o instrumento ficou pronto: sua sonoridade lembrava, na percepção de Paulinho, algo do cravo e da viola. Nascia a Craviola Giannini, posteriormente patenteada internacionalmente.

1970 — A Craviola chega ao rock internacional
A Craviola ultrapassa as fronteiras brasileiras e chega a músicos de projeção
internacional. Jimmy Page, do Led Zeppelin, torna-se provavelmente seu usuário mais famoso. O instrumento passa a ser associado à sonoridade de músicas como “Tangerine”, ajudando a transformar uma criação brasileira em objeto de interesse entre músicos e colecionadores de todo o mundo.

Anos 1970 — A grande expansão industrial
A Giannini passa a operar uma fábrica de aproximadamente 8.000 m², com cerca de mil funcionários. Ao mesmo tempo, Giorgio Coen Giannini compra uma área de aproximadamente 240 mil m² em Salto, no interior de São Paulo, destinada à futura expansão da empresa. A Giannini já não era apenas uma fabricante tradicional de violões: havia se transformado em uma das grandes indústrias brasileiras de instrumentos musicais.

Anos 1980 — Tecnologia e internacionalização
A empresa amplia seus investimentos em pesquisa, tecnologia e marketing e expande sua linha de eletrônicos. O período também marca maior presença internacional da marca. A Giannini passa a investir em novas categorias de instrumentos, acompanhando as mudanças do mercado musical.

Anos 1990 — O impacto da abertura do mercado
A Giannini transfere sua produção para a fábrica de Salto, que se tornaria sua sede
industrial. A empresa também produz, entre 1991 e 1994, instrumentos da linha Fender Southern Cross. Mas o período é difícil para a indústria brasileira de instrumentos musicais. A abertura às importações e as mudanças econômicas aumentam fortemente a concorrência dos produtos estrangeiros.

2000 — Um século de Giannini
Ao completar 100 anos, a empresa reedita a Supersonic, um de seus modelos
históricos. É também um período de modernização industrial e de aumento das importações de instrumentos elétricos. A Giannini começa a combinar cada vez mais sua tradição de fabricação com novas tecnologias e componentes internacionais.

2002 — A fábrica se moderniza
A empresa investe em tecnologia industrial, incluindo máquinas CNC, matérias-primas e novas estruturas para pintura. É uma mudança importante: a Giannini procura combinar a tradição de construção de instrumentos com processos industriais mais modernos.

2004–2006 — O retorno das guitarras históricas
A empresa lança novas séries de guitarras, incluindo a Signature Wander Taffo, além de novas versões e reedições de modelos como Supersonic, Gemini e Tremendão. A estratégia deixa cada vez mais evidente a tentativa de unir memória, identidade nacional e tecnologia contemporânea.

2013 — A Craviola volta
A Giannini retoma a Craviola em novas versões, recuperando um dos instrumentos
mais emblemáticos de sua história. A reedição demonstra que o modelo não havia desaparecido da memória dos músicos e colecionadores.

2019 — A Craviola volta a ser fabricada no Brasil
A empresa retoma a produção nacional de Craviolas, inicialmente com a Craviola
Baby de seis cordas de aço e a viola Craviola de dez cordas. É um momento simbólico: cinquenta anos depois da criação do instrumento, a Craviola volta a ocupar espaço na produção brasileira.

2020 — 120 anos
A Giannini completa 120 anos e apresenta novas linhas de instrumentos, enquanto
mantém a estratégia de combinar tradição e modernização.

2026 — A Craviola continua brasileira
A atual série Craviola mantém o conceito original, mas incorpora recursos
contemporâneos. A Giannini informa que os modelos atuais são produzidos em sua fábrica no interior de São Paulo. Entre eles estão a CRA36S CEQ, Craviola de 36 polegadas e seis cordas de aço, e a CRA1VS CEQ, viola Craviola de 36 polegadas.
O instrumento criado em 1969, portanto, não é apenas uma peça de museu. Sua aparência permanece praticamente como uma assinatura visual, enquanto sua
construção incorpora recursos que não existiam quando Paulinho Nogueira e Giorgio Giannini desenharam os primeiros modelos.

DA OFICINA À INDÚSTRIA
1900 → Tranquillo Giannini funda a empresa
1930–40 → Encordoamentos e expansão industrial
1965 → Tremendão + guitarras Gemini, Supersonic e Apollo
1969 → Nasce a Craviola
1970s → Expansão da fábrica e preparação da unidade de Salto
1980s → Tecnologia e internacionalização
1990s → Salto e impacto das importações
2000 → 100 anos da Giannini
2013 → Reedição da Craviola
2019 → Retorno da produção nacional da Craviola
2026 → Nova geração de Craviolas produzida no Brasil

Comentários

  1. Gostei muito inclusive aprendi muito sobre a graviola. Surpresa

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  2. Artigo muito bom. Elucidativo. Didático. Gostei muito.

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